Oficina de Artes



                                                                   

                                                                      A acção Crua


A força da existência
no branco da solidão
conspurca a ausência
da necessidade de interação

O frio congela a cena 
A indiferença da acção
A maldade crua e amena

De quem apenas diz não.
                                                                 
                                                            Andrea Galvani 2007 The Intelligence of Evil   



                             
Um Fio


Dois pontos no fim de um pensamento

Que abraça o frio da escuridão
Que aceitam uma verdade incerta
Comandada por uma mão

O conforto de dois corpos inocentes 
Ligados pela razão
Entrelaçados numa teia de memórias
Consequência da criação.




                                    Cornelia Parkers -String 2  

                                                                             




AfogadaAusência da realidade
Num azul vazio e decadente
Grita laivos de precariadade
Na luz presente mas ausente

O contentamento de uma dupla identidade
Afogada num mar de misérias
Contempla uma origem de mediocridade

Abraçada pela origem da vida.

             Miranda Lichtenstein 2004 - Floater







Infeliz no sorriso aberto


Vazio incongruente
Rasgado pelo oculto da cena
Infeliz no sorriso aberto

De quem age com o que resta da pena

Luz da tristeza eminente
Incompreensão de uma vida antes vivida
Amada por Deus de um só seguidor
Consumida por uma alma desmedida

Aceite este destino
Confinado à sua mera existência
De uma janela sem vidro e sem caixilho
Que desvanece na sua concordância.



Relatório do Trabalho de Ofa - Final

Este trabalho foi claramente o culminar dos conhecimentos adquiridos durante todo o ano.

Para realizar este trabalho, utilizamos várias áreas técnicas desde a carpintaria à edição de video.

Todo o processo criativo foi extenso prolongando-se mesmo até ao moldar (construção) do trabalho em si. 
Este trabalho foi único pois foi realizado com um par permitindo a explorar toda uma linha de pensamento diferente e muito mais intensa e profunda.  


Explorámos os nossos poemas sentimentalmente e de forma detalhada. Estes foram  escolhidos de maneira a focar um aspecto fundamental: a ligação entre dois seres humanos. Esta pode ser uma ligação forte e sentida, mas que no entanto até ser encontrada pode ter um caminho sombrio e frio.


Por isso decidimos fazer uma instalação que consiste numa estrutura em forma de paralelepípedo de madeira coberto por manga plástica preta que lhe vai conferir no interior um ambiente escuro e intimista, e com um tecto com formas desenhadas por nós. Dentro desta estrutura passaremos uma espécie de video-arte no qual estarão presentes os nossos poemas e uma serie de elementos que constituíram os pilares do nosso ambiente pretendido.

Aqui fica o link com uma pequena amostra de como decorreu a construção da nossa instalação! http://www.youtube.com/watch?v=h8I0K8QuqaM

Materiais da instalação:

  • Manga plástica preta opaca (2x5m)
  • Madeira (1.30x1.30x2m)
  • Cartão (1.30x1.30)
  • Parafusos
  • Cola Branca 
  • Tinta acrílica
  • Televisão Sony
  • Leitor de DVD
Composição do suporte digital:

  • Corantes alimentares
  • Maquina fotográfica Canon 1100D
  • Tripé
  • Aquários
  • Parede branca
Edição de video/som: 
  • Sony Vegas 
  • Audacity
                                                           

Relatório final quarto do Artista.

































O que é Arte?

Qualquer objecto pode ser uma peça de arte, porque isso cabe ao artista, o seu processo, a sua intenção, mudando por completo a sua função, significado e contexto.
 Sem alterar a sua forma esse mesmo processo vai criar uma reacção crucial ao que na minha opinião é arte.
 Qualquer objecto na minha opinião tem uma razão de ser mesmo que esse objecto n tenha razão de ser, porque a sua razão é não ser.
 Algo é uma obra de arte de acordo com a intenção e contexto do autor, arte não pode existir sem um veículo humano.

                                             Escultura

Neste trabalho eu senti-me entusiasmado por fazer algo diferente do desenho. A ideia de esculpir algo, de começar completamente de raiz entusiasmou-me de uma forma tão grande que para mim, fazia uma estátua de 20 metros.

 Trabalhar com gesso, foi muito recompensador pois consegui obter as formas que eu queria. 
 No principio senti-me um pouco perdido, não sabia bem por onde começar, não sabia bem o que fazer. Mas ao fim de duas aulas esse desconhecido começou a criar uma sensação de conforto em mim e guiou-me durante todo o processo criativo. Acabei por me inspirar na máscara da comédia grega.
 Quando olha para aquela máscara transmite-me uma sensação de felicidade, festa, alegria, riso, mas um sentimento muito primitivo de felicidade, como viesse mesmo de dentro, das entranhas da minha alma.

 Na cor usei cores acrílicas bastante aguadas proporcionando uma pintura rustica e tosca, foi uma pintura bastante espontânea.

 A sala de minha casa já tem um espaço para a minha máscara. 















Transfiguração




 Eu gostei deste trabalho, ao fim de 2 anos em artes pude finalmente libertar-me criativamente e espiritualmente, sem qualquer restrição. Eu interpretei este trabalho como uma busca de mim mesmo, uma libertação do meu consciente, um salto de fé para dentro da minha mente criativa. 
 Utilizei materiais que nunca teria considerado como cabos eléctricos e diluente e transformei o formato do trabalho de acordo com a minha sede criativa.

 Explorei o lado da opressão, a falta de elementos familiares na minha figura e também uma opressão desses mesmos.
 Foi uma transfiguração brutal e agressiva do meu eu, que me libertou das correntes que me tinham posto nos outros anos.
 







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